Redução nas tarifas dos EUA promete aquecer setor madeireiro

Momento é otimista para a madeira dos Campos Gerais voltar a ser competitiva no mercado norte americano.

 

Na última semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a elevação de uma nova tarifa global, independente do país, considerando os países que estavam sofrendo as taxas impostas em 2025, para 15%. Isso ocorre após a decisão Suprema Corte dos EUA que derrubou taxação anterior de 40%, que prejudicou as exportações de madeira brasileira, deixando o produto menos competitivo em preço.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias e Tanoarias, e de Marcenarias de Ponta Grossa (Sindimadeira), Álvaro Scheffer Júnior, explica que o momento é de cautela pela instabilidade nas decisões do presidente norte americano, mas ao mesmo tempo otimista, considerando que a tarifa de até 15% deixa os produtos da madeira brasileira com o preço competitivo com outros países que comercializam com os Estados Unidos.

De acordo com Scheffer Júnior, em novembro houve julgamento da Sessão 232 da Suprema Corte que resultou na redução de tarifas de alguns produtos de 40% para 10%, permitindo a retomada das exportações para os Estados Unidos. Segundo ele, outros produtos, tais como molduras, cercas e compensados, inicialmente não foram contemplados e continuaram com 40% ou 50% de taxas.

Durante a semana passada, a Suprema Corte Americana derrubou essa taxação de 40% que o presidente Trump tinha imposto para alguns produtos, isso resultaria na retomada das exportações para os Estados Unidos. Posteriormente houveram decisões adicionais de Trump que alteraram essas tarifas de zero, para 10% e posteriormente 15%, criando um cenário de incerteza.

Para estipular a nova tarifa global de 10% ou 15%, Trump usou a seção 122 da Lei de Comércio americana de 1974. Esta seção da lei permite que o presidente imponha taxas de até 15% por até 150 dias sobre as importações de todos os países, sem necessidade de aprovação do Congresso.

Scheffer Júnior comenta que o setor ainda enfrenta reflexos das taxações e dificuldades na comercialização dos produtos, mesmo com essa redução na taxa norte americana. Segundo ele, o impacto disso, ainda são as demissões que estão ocorrendo. No entanto, a expectativa é muito positiva para que o cenário melhore e que essas pessoas que foram demitidas, sejam recontratadas, devido ao retorno das relações comerciais da indústria madeireira brasileira com os Estados Unidos.

“Espera-se, contudo, que com a estabilização das alíquotas, potencialmente em torno de 10%, que as exportações brasileiras voltem a ganhar competitividade no mercado norte americano a partir do início de março. Embora haja incerteza no curto prazo, a perspectiva é favorável para a retomada das vendas externas, desde que as alíquotas se consolidem em patamares reduzidos”, finaliza Scheffer Júnior, que afirma que o Sindimadeira e a Federação das Indústrias do Paraná continuarão acompanhando os desdobramentos deste caso para informar o setor.

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